Com ocupação de leitos de UTI em 91% em Belo Horizonte, o Estado informou nesta terça-feira (7) que não descarta a possibilidade de remanejamento de pacientes da capital mineira para hospitais do interior de Minas que tenham vagas. 

Conforme o chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Saúde (SES), João Pinho, o transporte entre localidades, seja via Samu ou aéreo, é característica inerente do SUS e, apesar de a lógica do sistema prever a criação de leitos para o interior não sobrecarregar a capital, o movimento inverso -- em que o enfermo deixa a cidade-sede e vai para cidades menores -- é possível.

"Se no futuro a região Centro [na qual está incluída BH] vir a ser a região mais afetada naquele momento, a gente teria a possibilidade [de fazer o transporte]", disse Pinho, em coletiva na Cidade Administrativa.

Isolamento sobe

O executivo ainda informou que o Estado apresentou uma tendência de melhora na taxa de isolamento na última semana e uma redução na taxa de ocupação, mas o gestor não deu detalhes ou dados. Nesta terça, o índice medido pela empresa In Loco informa que o isolamento está em 38,1% em Minas. Na capital, segundo a prefeitura, a taxa é de 54,7%. 

In loco

Gráfico traz evolução do isolamento em Minas, segundo In Loco

"Foi quase que uma relação direta. A gente subiu um pouco o isolamento -- dois, três, quatro pontos percentuais --, a gente teve, de forma sequencial, a diminuição da ocupação", afirmou. 

Segundo ele, além de combater o contágio por coronavírus, o isolamento ajuda na manutenção da capacidade de atendimento da rede pública, já que evita que as pessoas circulem nas ruas e sofram acidentes, o que desafoga a necessidade de atendimento, cirurgias e insumos.

"Tome muito cuidado. Teve um início de sintoma, já se isole, já tente aumentar as suas questões de higiene, utilizar talheres de forma apartada, não utilizar as mesmas toalhas", completou.