Um homem de 41 anos foi preso pela Polícia Civil (PC) nesta quinta-feira (8) por suspeita de envolvimento no desaparecimento de sua ex-mulher, Claudia de Paiva Rezende Alves, de 47 anos, que sumiu em Nova Era, na Zona da Mata, no início de julho deste ano. O ex-companheiro dela foi detido no município de Rochedo de Minas, que fica a cerca de 90 km da cidade do desaparecimento. No carro dele, os investigadores encontraram resquícios de sangue, que passarão por exame de DNA. 

Conforme o delegado Rafael Gomes, de Juiz de Fora, o pedido do mandado de prisão temporária contra o suspeito foi solicitado à Justiça após o inquérito que apurava o desaparecimento de Claudia apontá-lo como o principal suspeito.  No dia 8 de julho, o próprio suspeito registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento da ex-companheira e, posteriormente, familiares dela também procuraram a delegacia. 

"Foi instaurado inquérito policial e realizamos as oitivas, entre elas, do suspeito e de amigos dele”, informou o policial. Em seu primeiro depoimento, o ex-marido da mulher disse que, no dia do desaparecimento, saiu de casa pela manhã e, por volta do meio dia, foi para um bar com amigos, onde ficou até a noite, indo então para uma exposição agropecuária. 

“No entanto, os amigos foram ouvidos e disseram que ele teria saído do bar à tarde e eles só encontraram com ele à noite. O suspeito foi ouvido novamente e apresentou versões conflitantes”, disse o delegado Rafael Gomes.

Último a ser visto com a vítima

Ainda conforme o delegado responsável pela investigação, imagens de câmeras de segurança mostraram que o suspeito foi a última pessoa a ser vista com Claudia, dois dias antes dele registrar o desaparecimento.

“No dia desaparecimento, Claudia estava dentro da padaria, na cidade de Nova Era, e ele passou com o carro em frente ao estabelecimento, dando a volta no quarteirão e parando o carro na rua principal por cerca de um minuto. Em seguida, ele chegou a ligar para a ex-mulher e consta a imagem que ela saiu da padaria e eles convergem na mesma rua. Depois, não há imagens dela na rua e o veículo sai do local”, informou.

Com isso, o carro dele acabou apreendido e exames apontaram indícios de sangue no encosto de cabeça do banco do motorista e, também, na porta esquerda. "Há também indícios de sangue no casaco que ele utilizava no dia do desaparecimento. Já foram colhidos materiais genéticos, inclusive dos familiares dela, e enviados para Belo Horizonte para verificar se o sangue encontrado no casaco e no carro é da mulher”, concluiu o delegado. 

As investigações seguem em andamento e denúncias podem ser feitas por meio do telefone 181 (Disque-Denúncia).

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