Uma mulher de 36 anos foi presa suspeita de injúria racial contra um taxista no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, na tarde desta quinta-feira (5). Ela também teria desacatado os policiais que foram acionados para atender a ocorrência.

“Eu estava trabalhando em um ponto de táxi na avenida Alvares Cabral, em frente à Justiça Federal, quando ouvi a mulher maltratar um senhor de idade que estava na companhia dela. Eu ofereci ajuda ao idoso e perguntei se ele precisava de um táxi", conta Luís Carlos Alves Fernandes, de 51 anos. Ela então teria respondido, segundo a vítima: "Precisando de táxi eu estou mesmo, só que eu não ando com negro”.

Ele disse que ficou sem palavras, mas repreendeu a mulher. “Eu falei que aquilo era racismo, um crime". Mesmo assim, a suspeita seguiu com os insultos e teria reforçado que não gostava de negro mesmo e que era racista sim. Fernandes então disse que chamaria a polícia e, neste momento, a suspeita teria cuspido no pé dele. "Na hora eu fiquei sem palavras. Parecia que eu estava em um filme. É muito lamentável".

Os militares foram acionados e a mulher foi encaminhada para a Central de Flagrantes da Polícia Civil, no bairro Floresta, na região Leste de Belo Horizonte. “Eu quero Justiça. A sociedade não pode aceitar esse tipo de coisa. Tem que correr atrás e não deixar por isso mesmo. Se eu não tivesse chamado a polícia, ela continuaria fazendo isso com outras pessoas. Falta de respeito, falta de humanidade, falta de tudo", concluiu o taxista.

E as ofensas não se limitaram ao taxista. Na delegacia, já detida pelos militares, segundo o boletim de ocorrência, a mulher continuou exaltada e desacatou os policiais. Uma sargento que pediu para ela se sentar teria ainda sido chamada de “sapata”.

A Polícia Civil informou que a suspeita foi autuada em flagrante pelos crimes de Injúria Racial, Desacato, Desobediência e Resistência e foi encaminhada ao Sistema Prisional.

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