A farmacêutica americana Moderna anunciou que apresentará, nesta segunda-feira (30), pedidos de autorização emergencial para uso da vacina contra a Covid-19 nos Estados Unidos e Europa, conforme agências de noticias internacionais.

A ação aconteceu depois dos resultados completos dos testes do imunizante confirmarem que a eficácia do produto é de de 94,1%. Anteriormente, os estudos preliminares indicavam 94,5%.

A companhia afirmou que, dos 196 participantes do teste clínico infectados pelo coronavírus, 185 pertenciam ao grupo placebo e 11 ao vacinado. Nenhuma forma grave da doença foi registrada nas pessoas imunizadas.

Outras vacinas

Antes da Moderna, a Pfizer afirmou em 20 de novembro que planejava pedir aos órgãos reguladores de saúde dos EUA a aprovação para uso emergencial da vacina desenvolvida em parceria com a BioNTech.

Para que o imunizante chegue à população, a Food and Drug Administration (Administração de Alimentos e Medicamentos) deverá constatar se ele oferece segurança e resultados satisfatórios. As companhias planejam começar a distribuição das doses até o fim do próximo mês. 

Vacinação no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu pedido de submissão contínua da vacina para Covid-19 do laboratório Janssen-Cilag e tem até 20 dias para analisar os documentos, contados a partir da data do protocolo.

Com a abertura do processo na sexta-feira (27), a empresa enviou também o primeiro pacote referente aos dados de qualidade do produto, o AD26.COV2.S. Na submissão contínua, os laboratórios devem apresentar os pacotes de dados de qualidade e de eficácia/segurança.

Este é quarto laboratório a enviar dados por submissão contínua para vacina Covid-19. Com isso, todos os laboratórios com pesquisa de vacinas em andamento no Brasil já iniciaram o envio de dados para a Anvisa.

Segundo a agência reguladora, a submissão contínua ainda não é o pedido de registro da vacina. A Submissão é um envio antecipado de dados já prontos e consolidados que serão necessários para o futuro pedido de registro.

Leia mais:

Número de infectados por Covid-19 em Minas passa de 416 mil; já são 10.041 mortes