Apos a confirmação do primeiro caso da nova variante indiana da Covid-19, em Juiz de Fora, na Zona da Mata, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou nesta sexta-feira (28) que ampliou as medidas de fiscalização de entrada de passageiros vindos do exterior no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na região metropolitana.

"Os protocolos de barreira sanitária nos portos e aeroportos são estabelecidos pelo Ministério da Saúde, a partir de recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Dentro do Estado, cabe às secretarias municipais de Saúde a criação de barreiras sanitárias entre os municípios". 

Ainda segundo a pasta, o paciente de Juiz de Fora, um homem que não teve a idade revelada, está internado no Hospital Santa Casa de Misericórdia. O estado de saúde dele é considerado estável. O paciente se deslocou de carro de São Paulo para Juiz de Fora, onde teve contato com a esposa, que está assintomática e em isolamento domiciliar. 

Até o momento, 20 variantes do novo coronavírus já foram detectadas em Minas. A SES informou que ampliou as ações de vigilância genômica do SARS-CoV-2, realizadas pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). "As análises das variantes do Sars-CoV-2 têm sido conduzidas pela Rede Corona-Ômica BR-MCTI, representada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para identificar possíveis mutações do vírus em Minas Gerais".

Cepa indiana

A linhagem foi detectada no país asiático em 2020 e é apontada como responsável por uma onda de casos e mortes por lá. Além da Índia, estima-se que a cepa já tenha circulado em pelo menos 53 países, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Conforme as análises, a variante apresenta três versões, com pequenas variações: a B.1.617.1, a B.1.617.2 e a B.1.617.3.

Além de maior agressividade em relação à cepa original, especialistas consideram que a variante possa ser até 50% mais transmissível, quando relacionada às demais que circulam atualmente. 

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