Enquanto protocolos para a flexibilização são discutidos, empresários seguem burlando a lei para manter os estabelecimentos funcionando em Belo Horizonte. Desde 20 de março, a Guarda Municipal fiscalizou 37.960 pontos comerciais na capital e fechou 17.678. No período, 68 alvarás foram recolhidos.

Ontem, o Hoje em Dia flagrou diversos serviços essenciais funcionando normalmente na metrópole, alguns com a porta aberta pela metade. São autoescolas, lojas de manutenção de celulares e até de roupas. O desrespeito acontece tanto no hipercentro quanto em bairros mais distantes, na periferia.

Presidente do Sindicato dos Lojistas (Sindilojas), Nadim Donato afirma que a entidade é contrária à atitude dos comerciantes. “A nossa posição é obedecer à lei todos juntos. Mesmo porque os que estão fazendo isso estão prejudicando a quem está seguindo o decreto à risca”.

405 estabelecimentos foram flagrados, desde 29 de junho, funcionando irregularmente; 23% dos locais vistoriados estão na região centro-Sul

Porém, Donato reconhece que a situação é desesperadora. “E leva as pessoas a tomarem esse tipo de atitude. O pró-labore (pagamento) dos empresários vem das vendas”, frisou.

Em nota, a Guarda Municipal afirma promover a fiscalização em todos os pontos da capital. “Ressaltamos que todo o efetivo da corporação está nas ruas e a população pode denunciar o funcionamento indevido de estabelecimentos ou a existência de aglomerações utilizando os canais da prefeitura”, informou o órgão. 

Leia também:
BH terá boteco sem galera e restaurante sem parquinho no 'novo normal'
PBH se baseia em experiências internacionais de retomada para elaborar plano para a cidade