O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), conversou pessoalmente e pediu desculpas, nesta quarta-feira (23), ao artista plástico Eugênio Fiuza, de 71 anos, que ficou preso injustamente por 17 anos após ter sido confundido com o "Maníaco do Anchieta". Fiuza receberá uma indenização do Estado no valor de R$ 2 milhões.

"Eu fiz questão de conhecer (Eugênio) e de pedir desculpas pelos erros que o Estado de Minas Gerais cometeu, e que acabou afetando a vida dele profundamente. Não há valor que pague, não há nada que pague esses anos que ele perdeu dentro de um presídio", afirmou Zema, em entrevista ao vivo à rádio Itatiaia, diretamente da Cidade Administrativa, nesta tarde. 

No encontro, o chefe do Executivo mineiro ainda falou sobre uma conversa que teve com o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), e sobre o acordo bilionário com a Vale para reparação dos danos causados pela tragédia de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com o governador, a indenização a Eugênio já foi reconhecida pela Justiça e o Estado não entrará com recurso. No entanto, não há previsão de quando haverá o pagamento. O ex-detento ficará na lista de espera de precatórios do governo.

Apesar disso, o governador afirmou que espera que o valor seja pago a Eugênio com a maior agilidade possível e que, infelizmente, no Brasil o principal problema é impunidade. Segundo ele, criminosos do "colabrinho branco", principalmente aqueles do setor público, conseguem ficar impunes porque têm acesso a advogados influentes.

"Precisávamos ser mais firmes e punir com mais agilidade aquele que realmente cometeu o erro. O que falta no Brasil é essa punição, é essa agilidade para punir", declarou.

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