De mãos dadas e clamando por justiça, um grupo de aproximadamente 30 pessoas fez um protesto em um monumento localizado na entrada de Brumadinho, na Grande BH. Segurando crucifixos, manifestantes oraram e cobraram explicações sobre o rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão. A tragédia completou um mês nesta segunda-feira (25).

​O motorista rodoviário Francisco Adalberto, de 54 anos, esteve na manifestação e engrossou o coro contra a Vale. "O que aconteceu, a gente já sabe que não foi acidente. Foi crime. Eles sabiam do risco e não tiveram atitude de ao menos colocar as vidas em primeiro lugar", disse o homem. 

Entre os presentes, familiares dos jovens Luis Paulo e Francis, mortos no desastre, protestaram pela falta de atenção. A fisioterapeuta Jéssica Soares, de 28 anos, reclamou: "Que alguma medida seja tomada. A gente quer justica e espera que as buscas continuem para que todos os corpos sejam encontrados".

O Movimento Atingidos por Barragem (MAB), que também participou do ato, informou que a manifestação será encerrada às 17h em Belo Horizonte, em um cortejo que vai da Praça Sete até a Praça da Liberdade, na região Centro-Sul da capital mineira.

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