Existem pelo menos 4,6 mil moradores de rua na capital. O dado é da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Na cidade, muitas ações em prol desta população foram criadas. A instituição filantrópica Sistema Divina Providência arrecada recursos por meio da campanha “Marmitex Solidário”.

A jornalista Daniella Mallmann organizou uma a ação com o mesmo objetivo. A iniciativa “Quem tem Fome Tem Pressa” pretende comprar comida e entregar aos mais necessitados nos próximos dias. O projeto foi criado na última quarta-feira, com a meta de arrecadar R$ 500. Mas, em um dia, as doações triplicaram esse valor. Com isso, será possível ajudar ainda mais pessoas que moram nas ruas.

“Duas amigas de Porto Alegre fizeram essa vaquinha por lá e pediram para a gente colaborar. Pensamos em fazer o mesmo em BH. ONGs e vários projetos entregam cestas básicas para várias famílias, mas a comida não chega aos moradores de rua, até porque eles não têm casa para cozinhar”, diz Daniella.

Já o grupo Caridade do Dia juntou dez pessoas para recolher doações também visando a ajudar moradores de rua. É possível doar roupas, cobertores, biscoitos ou produtos de higiene. “Se a gente que é microempreendedor está passando dificuldades, imagina quem está na rua passando fome?”, reforça a cozinheira Tauane Saraiva, uma das fundadoras.

Caridade do Dia

Além disso

Enquanto muita gente quer ajudar, há pessoas que se aproveitam de ações solidárias para cometer golpes. A Polícia Militar destaca que é sempre importante pesquisar quem está organizando as doações e o qual o destino do auxílio. 

“É essencial buscar fontes oficiais. Tem diversas pessoas que usam este momento para a prática do estelionato. Se você recebeu informações por WhatsApp, teve dúvidas, pesquise, ligue para um órgão oficial. Verifique sempre. Não é deixar de ser solidário, mas é importante consultar e ter cuidados para não cair em armadilhas de criminosos”, explicou o major Flávio Santiago, porta-voz da Polícia Militar de Minas Gerais.

Nesta semana, inclusive, houve um alerta da PBH. Moradores da capital devem ficar atentos a mensagens falsas sobre as cestas básicas distribuídas à população mais vulnerável e às famílias de estudantes da rede municipal de ensino. Os únicos canais de acesso são os disponibilizados pelo poder público.

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