Um fiscal de uma empresa de ônibus foi agredido, roubado e ameaçado de morte na tarde desta quarta-feira (21) após flagrar um homem utilizando o cartão exclusivo para deficientes de sua filha para acessar o transporte público, no Centro de Belo Horizonte. O suspeito, de 36 anos, também vendia passagens para terceiros utilizando o benefício da filha, ainda de acordo com a Polícia Militar (PM). 

O flagrante aconteceu por volta das 16h dentro do coletivo da linha 3910 (Jardim Canadá). Como o homem não era o titular do cartão e a prática é proibida, o funcionário da empresa recolheu o dispositivo. Foi então que o suspeito deu o golpe conhecido como gravata no pescoço do fiscal, pegando o cartão de volta e ainda roubando R$ 76 do trabalhador, fugindo em seguida. 

Entretanto, ainda de acordo com a PM, pouco tempo depois o suspeito foi localizado na rua dos Guaranis e acabou preso. Com ele foram encontrados o cartão e R$ 56, já que ele já  teria gasto parte do dinheiro roubado do fiscal. Durante a prisão, o homem ainda ameaçou o trabalhador, dizendo que iria matá-lo. 

Ele foi preso em flagrante por estelionato, roubo e ameaça e foi encaminhado para a Delegacia de Plantão (Deplan) 2, no bairro Floresta, na região Leste da capital mineira. 

Venda dos créditos

O homem preso nesta quarta ficava em pontos de ônibus oferecendo aos passageiros a utilização do mesmo pelo valor de R$ 6, sendo que os passageiros o utilizavam para pagar a passagem e, em seguida, devolvendo o cartão para ele pela janela do coletivo. A passagem custa R$ 6,70, porém, como a filha recebia o benefício de forma gratuita, o lucro era todo do suspeito. 

O tenente Washington Junio Amaral, do 1º Batalhão da PM, explica que a utilização do cartão com gratuidade para deficientes só é permitido pelo próprio beneficiário e seu acompanhante. "Esse cartão não pode ser vendido, emprestado e nem usado por pessoa não incluída na situação acima. Caso o faça, estará praticando um estelionato, que tem pena de 1 a 5 anos de reclusão. Além disso, quem faz o uso do cartão, mesmo que pague por isso, também pode ser preso", alerta. 

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