Um morador de 78 anos de Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais, será investigado por tomar três doses de vacinas contra a Covid-19. O caso está sendo denunciado pela prefeitura da cidade. Na semana passada, um casal de Belo Horizonte tornou-se alvo de ações pela suposta revacinação.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Sete Lagoas, o homem recebeu a primeira dose de CoronaVac em 16 de março e, em 8 de abril, completou o esquema vacinal com a segunda aplicação. No entanto, em 28 de junho a mesma pessoa procurou um posto para ser imunizado com a Pfizer.

Conforme a prefeitura, o fato é considerado crime e será denunciado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A revacinação foi descoberta nesta segunda-feira (19), após análise dos dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde.

"Não é possível burlar o sistema. Pode demorar alguns dias, mas qualquer pessoa que comete este tipo de atitude será identificada e denunciada para as devidas punições. Já bloqueamos a possibilidade desta pessoa tomar mais uma dose da Pfizer", comentou o secretário municipal de Saúde, Flávio Pimenta.

Como denunciar

Em Sete Lagoas, conforme a prefeitura, as denúncias devem ser feitas na Ouvidoria, pelo telefone (31) 3775-1414. "A Secretaria Municipal de Saúde está atenta a possíveis abusos e fraudes que visem burlar esse sistema e prejudicar a imunização de qualquer grupo", informou, em nota. 

Em outros municípios, de acordo com o governo de Minas, relatos de revacinação contra a Covid-19 devem ser feitas na Ouvidoria-Geral do Estado (OGE/MG) (clique aqui). O Executivo também explicou que não há necessidade de pessoas imunizadas receberem uma terceira dose do composto químico.

"Caso presencie alguém sendo imunizado mais do que o necessário, denuncie. Não é a quantidade, é a dose certa que protege", informou a Ouvidoria estadual em postagem nas redes sociais.

De acordo com o órgão, há um canal exclusivo para denúncias relacionadas à Covid-19, onde também é possível fazer reclamações sobre os chamados 'fura-fila' da imunização.

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