A Justiça mineira rejeitou o recurso de dois dos seis condenados pela morte de uma jovem grávida, para roubar seu bebê, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. A intenção do crime era que a neném fosse criada pela mentora do plano, que fingia estar grávida de um homem rico com quem se relacionava. A criança, que sobreviveu à situação, é criada pela avó.  

Em 2016, o grupo atraiu a moça de 19 anos com promessas de presentes, sequestrou a vítima e, violentamente, arrancou o bebê da barriga dela. A incisão foi feita com a vítima ainda viva. Posteriormente, a grávida foi asfixiada. Depois da morte dela, os suspeitos colocaram uma pedra em seu ventre e enrolaram o corpo com tela de arame, atirando-o na represa. O corpo só foi localizado três dias depois.

Seis pessoas foram denunciadas, julgadas e condenadas. Elas responderam por homicídio qualificado (meio cruel, motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e para assegurar a impunidade de outro crime), por exposição de recém-nascido a perigo de vida, sequestro qualificado, ocultação de cadáver e subtração de incapaz com o fim de colocação em família substituta.

A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) avaliou os recursos dos dois condenados e viu que não fazia sentido mudar a decisão judicial em primeira instância. O relator dos recursos, desembargador Agostinho Gomes de Azevedo, verificou que os argumentos não se sustentavam e que havia vastas provas dos crimes e da violência com que foram cometidos, explicitada no interrogatório de um dos acusados, posteriormente absolvido.