O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, deve anunciar novos passos na flexibilização do comércio na tarde desta quinta-feira (20), dia em que a quarentena completa cinco meses na cidade. A expectativa é que ele faça um pronunciamento sobre o pedido feito por comerciantes para que as lojas possam ser abertas durante quatro dias por semana – atualmente, o funcionamento é de quarta a sexta-feira.

Os comerciantes apresentaram a pauta ao prefeito na terça-feira (18). Nesta quarta-feira (19), o Comitê de Enfrentamento à Epidemia de Covid-19 se reuniu para analisar a possibilidade de flexibilização, a partir dos números registrados na capital mineira.

De acordo com Estevão Urbano, presidente da Sociedade Mineira de Infectologia e membro do comitê, os médicos discutiram os índices, mas não chegaram a uma conclusão. “Discutimos muito sobre números, fechamento e flexibilização, mas remarcamos a reunião para debatermos com alguns novos números”, afirmou.

Uma nova reunião foi marcada para 13h desta quinta-feira. Desse rápido encontro deve sair a decisão a ser anunciada pelo prefeito, uma hora depois, para a imprensa.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura nesta quarta-feira (19), Belo Horizonte já registrou 29.690 casos confirmados de Covid-19. Deles, 3.059 se referem a pacientes ainda em acompanhamento (internação ou isolamento domiciliar). Desde o dia 3 de agosto, a capital tem registrado um número diário superior a 3 mil infectados em acompanhamento.

A cidade também contabiliza 855 mortes por Covid-19, uma alta de 34,5% desde o dia 6 de agosto, data que marcou uma nova reabertura do comércio não essencial na cidade.

A taxa de ocupação de leitos de UTI para pacientes com Covid continua caindo e agora está em 61,3% (contando redes pública e particular). Entre os leitos de enfermaria reservados para a doença, 48,5% estão ocupados.

A taxa de transmissão da Covid-19, que estava em queda em Belo Horizonte, voltou a subir. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), o índice chegou a 1, o que significa que cada contaminado transmite o vírus para mais uma pessoa. Quando as atividades econômicas foram liberadas na metrópole, no último dia 6, a taxa estava em 0,88.

Bairros

O boletim epidemiológico desta quarta-feira indicou que o bairro Lindeia continua sendo o mais afetado pela epidemia de Covid. Localizado no Barreiro, o bairro registrou 77 casos confirmados da doença e 19 mortes – ou seja, 24% dos infectados evoluíram para o óbito.

Os outros bairros que mais registraram mortes pela doença foram Cabana do Pai Tomás (Oeste), com 15 óbitos, Mantiqueira (Venda Nova), com 13, Alto Vera Cruz (Leste), com 13, e Serra (Centro-Sul), com 12. Esse levantamento leva em conta dados registrados até dia 14.

A região Oeste é a que registra maior número de casos confirmados de Covid, enquanto Venda Nova é a que contabiliza o maior número de mortes (116 no total).