O prefeito Alexandre Kalil comentou sobre as medidas que o município deve adotar para evitar novos acidentes com patinetes em BH, durante visita realizada na tarde desta terça-feira (10), no Centro de Referência em Saúde Mental, Álcool e outras Drogas (Cersam) da Pampulha. 

O chefe do executivo municipal informou que não há data definida para que a redução da velocidade dos patinetes, no caso dos usuários iniciantes, seja implantada no sistema das empresas que ofertam o serviço. Essa é uma das ações preventivas anunciadas pela BHTrans. 

"O que interessa para a população são campanhas educativas. Nós não podemos regular uma cidade de 2,7 milhões de habitantes por causa de uma fatalidade. Isso acontece. O que não pode é afogar gente por falta de saneamento. Isso estamos tentando fazer", disse.

Questionado sobre a possibilidade de retirar os patinetes de circulação, de forma preventiva, até que a regularização seja concluída, Kalil afirmou que isso seria "levar a cidade ao atraso". 

"Do mesmo jeito que, no Carnaval eu não posso ocupar o SUS com bêbado, eu não posso bancar centros de saúde e UPAs com quem está passeando de patinete que custa R$ 10 o minuto. Os cem (usuários) que já caíram (e foram hospitalizados) tem smartphone e podem pagar uma conta alta que é a da patinete", disse. 

Cobradores

O prefeito também comentou sobre a falta de cobradores na maioria das linhas de ônibus do sistema de transportes da capital. Kalil admitiu que a prefeitura cometeu "erro gravíssimo" ao tirar, nessa segunda (9), 14 ônibus de circulação por estarem sem o agente de bordo.

"O empresariado está pouco se lixando pra isso. Eles só sentem quando mexemos no bolso deles. Então eu proibi a retirada de ônibus de circulação. Nós vamos multar e temos um acerto para fazer no final do ano, que eles sabem muito bem, é a tarifa contratual", disparou o prefeito.

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