O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, pediu desculpas à população da capital pela redução no número de ônibus que circulam pela cidade durante um pronunciamento transmitido pelo Facebook, ao meio-dia desta quinta-feira (19). Segundo ele, foi marcada uma reunião com a BHTrans e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) após saber que houve uma redução de 42% nas viagens, determinada pelas empresas que fazem o transporte público na cidade. Ele classificou a atitude como "irresponsável".

"Peço desculpas à população de Belo Horizonte, porque foi uma falha da prefeitura de não acompanhar o sindicato e a BHTrans está na caça dos responsáveis", afirmou o prefeito, que classificou a pandemia do novo coronavírus como grave e a comparou a uma guerra. 

De acordo com o prefeito, o transporte público deve ter funcionamento normal para atender trabalhadores e pessoas que precisam de assistência médica. "Como é que o agente de saúde vai chegar no posto? Como o doente vai chegar?", afirmou.

De acordo com o Setra-BH, houve uma redução de 30% no número de viagens como medida de enfrentamento à propagação do novo coronavírus. 

Isolamento social

Segundo Kalil, a prefeitura está realizando reuniões para definir maneiras de amenizar os efeitos do decreto desta quarta-feira (18) que proíbe, por tempo indeterminado, o funcionamento de diversos tipos de estabelecimentos, como shoppings, bares, restaurantes e salões de beleza. Ele afirmou que o decreto foi definido a partir de reunião com três grandes infectologistas de Belo Horizonte. 

"O que for do nosso alcance vamos fazer para ajudar. Já estamos em reuniões para ver o que podemos fazer para aliviar essas medidas duras e impopulares que prefeito de Belo Horizonte teve de fazer. E tomará todas as vezes, porque governar não é agradar", disse o prefeito, prometendo um pacote de ajudas para os empresários que serão afetados pelo período de isolamento social. 

O prefeito pediu "pelo amor de Deus" para que as pessoas fiquem em casa e explicou que não está podendo ver o filho, que é médico e trabalha em hospital, nem a neta. Conta que se reuniu com líderes religiosos e pediu para que as igrejas tomem precauções para reduzir o risco de contágio entre os fiéis. 

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