Laudo mostra que Dudu morreu afogado; árvores perto do lago podem ter atraído o garoto

Juliana Baeta
jcosta@hojeemdia.combr
21/02/2020 às 15:41.
Atualizado em 27/10/2021 às 02:42
 (Arquivo pessoal )

(Arquivo pessoal )

O laudo da necropsia de Eduardo Ferreira de Oliveira, o Dudu, de apenas 2 anos, mostra que ele morreu afogado em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O garotinho desapareceu em 12 de fevereiro, mas o corpo só foi encontrado dois dias depois, em uma lagoa a 50 metros da casa dele. Divulgação/ Polícia Civil Local onde o corpo foi encontrado

As investigações da Polícia Civil prosseguem para apurar se a criança caiu na água ou se foi jogada por alguém. O corpo não tinha sinais de violência. Segundo o delegado Diego Nolasco, vizinhos relataram que Dudu muito esperto. Em outras ocasiões, ele teria aberto o portão da residência e saído.

Nesses casos, porém, o menino foi até uma casa próxima, que tem árvores no quintal, onde ele pegava frutas do chão. Em seguida, era levado de volta por conhecidos.  

O lago onde o corpo foi encontrado também é cercado por árvores frutíferas. Uma das suspeitas é a de que Dudu teria ido ao local para pegar frutas, se desequilibrado e caído na água. 

Por outro lado, mesmo que tenha acontecido uma interferência externa no afogamento, uma criança de 2 anos não tem condições de apresentar resistência, segundo o policial. Desta forma, o corpo não apresentaria marcas de violência. 

A versão das irmãs também foi confirmada. No dia do desaparecimento, as adolescentes levaram ele, de ônibus, para a realizar um exame. Em seguida, voltaram para a residência. Imagens das câmeras internas mostram Dudu com as irmãs no coletivo. Reprodução/ Polícia Civil / N/AImagens das câmeras internas do ônibus

"Após chegarem na casa, elas estariam ouvindo música. O som estava alto e a criança na área externa, brincando. Depois, o cachorro latiu. O portão é fechado só com arame, mas a criança era bastante espera e conseguiu abrir. Ela já havia feito isso outras vezes", conta Nolasco.  

As águas turvas da lagoa podem ter dificuldado a visualização do corpo. Isso poderia explicar porque o menino só foi encontrado dois dias depois após emergir. O corpo foi visto boiando no lago por um caseiro da região. As buscas contaram com o Corpo de Bombeiros e Polícia Civil. Moradores do bairro também ajudaram nos trabalhos. 

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