Laudo sobre morte de PM que consumiu cerveja supostamente contaminada sai em 30 dias, afirma PCMG

Anderson Rocha
@rocha.anderson_
02/06/2021 às 17:58.
Atualizado em 05/12/2021 às 05:05
 (Polícia Civil/Divulgação)

(Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou, nesta quarta-feira (2), que o laudo de necropsia que poderá determinar a causa do óbito de um policial militar da reserva, que faleceu na semana passada após consumir uma cerveja supostamente contaminada pela substância tóxica dimetil glicol, deverá sair em até 30 dias.

Segundo Mariana Veiga, delegada responsável pela investigação, a corporação expediu nesta quarta uma requisição para que as latas da bebida recolhidas pela Vigilância Sanitária, e que estavam na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, sigam para o Instituto de Criminalística. O objetivo é realizar exame pericial de identificação de substância química.

Nessa terça (1), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) declarou que não há evidência no caso em questão que estabeleça relação direta do óbito do homem com o consumo do produto. Por essa razão, o órgão federal informou que a produção da bebida pode ser continuada.

Apesar disso, o Mapa explicou que aguarda o laudo solicitado pela Prefeitura de Juiz de Fora à Funed. O homem, de 61 anos, morreu na última quinta-feira (27), em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.

A investigação é acompanhada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Em nota, a pasta informou que o inquérito ainda está em curso e "não há resultado final ou definição de causa da doença e do óbito do paciente". 

Morte após passar mal

O caso teve início na noite de 7 de maio, data em que o policial militar da reserva - segundo boletim de ocorrência registrado pela viúva - sofreu fortes dores abdominais e teve vômito após consumir duas embalagens de 473 ml de uma cerveja. Na ocasião, ele também havia comido dois pratos de feijoada.

Dois dias depois, o homem ainda apresentava muito mal-estar e procurou a emergência do Hospital Albert Sabin, em Juiz de Fora. O diagnóstico foi de intoxicação alimentar. O paciente foi atendido, medicado e liberado.

Como ainda apresentava vômitos frequentes, ele decidiu retornar ao pronto-atendimento em 13 de maio e foi constatada a insuficiência renal. O militar foi internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI), passou por hemodiálise e na sexta-feira (14) precisou ser intubado. Ele faleceu no dia 27.

O boletim de ocorrência feito na data do óbito trazia a informação de que a equipe médica "realizou uma biópsia", em 15 de maio, que foi concluída quatro dias depois com "sugestão de intoxicação por dimetil glicol". A situação foi informada à família, ainda segundo o B.O..

Por nota, a fabricante da cerveja informou que, em "consonância com as normas vigentes", utiliza apenas álcool etílico potável para o sistema de resfriamento da bebida, na concentração de 18%. "Destaca ainda não fazer uso de nenhuma outra substância, em qualquer parte do processo, fato esse comprovado pela inspeção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)".

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