Uma mulher de 30 anos foi presa em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, suspeita de ter matado a própria filha, de apenas dois anos e sete meses. A menina foi encontrada já sem vida, deitada no berço.

Segundo o boletim de ocorrência, a mãe acionou os militares informando que a filha havia morrido após tomar uma mamadeira. Ao chegar ao local, os militares constataram a morte. Eles ouviram a versão da mulher e desconfiados fizeram buscas pela casa e encontraram pedaços de fitas adesivas em uma lixeira da cozinha. No material foi possível perceber a presença de fios de cabelo semelhantes ao da criança.

Após suspeitarem da causa da morte, os policiais acionaram a perícia da Polícia Civil.

Durante os trabalhos de investigação, a mãe confessou com riqueza de detalhes a execução da filha. Ela contou que teria passado a fita adesiva nas mãos da criança e dado remédio para que ela dormisse.

Em seguida, colocou uma meia na boca da criança para sufocá-la. A justificativa para o crime, conforme a polícia, seria por não suportar mais ouvir o choro da filha.

Em seguida, ela teria ido até uma papelaria, próxima de casa, para comprar mais fita adesiva, o mesmo material que que foi recolhido em um dos cômodos da casa. Ainda segundo a mãe, ao voltar para casa, notou que a criança estava quieta, mas achou que ela estava dormido. Ela tentou reanimá-la, colocando a criança no chuveiro e fazendo massagem cardíaca.  

O homicídio teria ocorrido por volta das 16h30, mas ela só acionou a polícia por volta das 19h.

Uma outra filha da suspeita, de pouco mais de um ano, que também estava na casa, foi entregue ao Conselho Tutelar.

A mulher foi presa em flagrante e levada para a delegacia de Capelinha, onde revelou que pretendia, inicialmente, matar também a outra filha e depois se matar. Ela afirmou que sofria pressão psicológica do marido e faz tratamento psicológico. O pai das crianças não estava em casa no momento do crime.

Aqui em Belo Horizonte, uma mulher também foi presa em Venda Nova, no dia 20 de novembro, suspeita de tentar matar o próprio filho, de três anos, no bairro Jardim dos Comerciários. A autora, de 24 anos, teria esperado a criança dormir para sufocá-la com um travesseiro. 

Após cometer o crime, ela ligou pra o marido, que chamou a polícia e a criança foi salva.

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