Das mais de 315.600 doses do quarto lote da vacina CoronaVac, imunizante chinês contra a Covid-19 produzido pela farmacêutica SinoVac, em parceria com o Instituto Butatan, cerca de 100 mil começam a ser destinadas à vacinação de idosos mineiros com mais de 90 anos. O novo lote chegou a Minas domingo (7) e começou a ser encaminhado às 28 unidades Regionais de Saúde do Estado ontem. Trabalhadores da saúde também serão contemplados. 

Como os municípios têm autonomia para estipular detalhes sobre os grupos prioritários, BH, por exemplo, começou a vacinar pessoas com mais de 89 anos nesta segunda-feira (8).

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) informou que os aviões em direção às unidades regionais começaram a sair do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 11h30 desta terça. No mesmo dia, doses desse novo lote já chegaram a 11 unidades regionais (BH, Uberlândia, Uberaba, Ituiutaba, Montes Claros, Januária, Pirapora, Varginha, Pouso Alegre, Divinópolis e Sete Lagoas). Nesta quarta (10), outras 17 regionais devem receber o imunizante. 

A Ouvidoria-Geral do Estado (OGE) já recebeu 589 denúncias de “fura-filas” da vacinação contra a Covid-19, entre 18 de janeiro, quando as primeiras doses chegaram a Minas, e o último domingo (7) 

 

A logística, desenvolvida pelas Forças de Segurança do Estado (Policia Militar, Policia Civil, Corpo de Bombeiros, Gabinete Militar do Governador e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil), levou em consideração a efetividade de entrega dos imunizantes para a população.

De acordo com o secretário-adjunto de Saúde de Minas Gerais, Marcelo Cabral, uma equipe foi montada, com representantes de todas as Forças de Segurança do Estado, para auxiliar na distribuição da vacina de forma mais efetiva. “A partir da chegada da vacina do Ministério da Saúde, o objetivo é que a gente distribua com segurança, rapidez, e que essa logística possa atender as regionais para imunização da população mineira”, explicou.

Vulnerabilidade

De acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde (MS), os riscos de agravamento e óbito por Covid-19 e de vulnerabilidade social foram considerados para a definição dos grupos prioritários.

Segundo a Nota Técnica publicada pelo ministério, foram avaliados a transmissão comunitária e o risco de morte pela doença relacionado a faixas etárias mais avançadas, que chega a ser 8,5 vezes maior para hospitali-zação e 18,3 vezes maior para óbito entre idosos com 90 anos ou mais.

Por isso, a recomendação é que a população em questão seja vacinada de forma prioritária, por sua maior probabilidade de desenvolver formas mais graves da doença e ir a óbito.

“A imunização desse grupo é de extrema importância para reduzir os casos de Covid-19 e a necessidade de internação”, explica a subsecretária de Vigilância em Saúde, Janaína Passos. 

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