O governo de Minas iniciou nesta terça-feira (9) a distribuição do quarto lote da vacina CoronaVac, imunizante chinês contra a Covid-19 produzido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica SinoVac. Mais 315.600 doses – que foram recebidas no último domingo (7) – serão encaminhadas às 28 unidades Regionais de Saúde do Estado. Além dos trabalhadores da saúde, os imunizantes também serão destinados à vacinação de mais de 100 mil idosos mineiros com mais de 90 anos.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), os aviões em direção às unidades regionais começaram a sair do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 11h30 desta terça. Nesta terça, 11 unidades regionais já recebem as doses, sendo elas em BH, Uberlândia, Uberaba, Ituiutaba, Montes Claros, Januária, Pirapora, Varginha, Pouso Alegre, Divinópolis e Sete Lagoas. Nesta quarta (10), outras 17 regionais devem receber o imunizante.                                                                

A logística, desenvolvida pelas Forças de Segurança do Estado (Policia Militar, Policia Civil, Corpo de Bombeiros, Gabinete Militar do Governador e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil), levou em consideração a efetividade de entrega dos imunizantes para a população.

De acordo com o secretário adjunto de Saúde de Minas Gerais, Marcelo Cabral, uma equipe foi montada com representantes de todas as Forças de Segurança do Estado para auxiliar na distribuição da vacina de forma mais efetiva. “A partir da chegada da vacina do Ministério da Saúde, o objetivo é que a gente distribua com segurança, rapidez, e que essa logística possa atender as regionais para imunização da população mineira”, explicou.

Imunização da população idosa

De acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde (MS), os riscos de agravamento e óbito por Covid-19 e de vulnerabilidade social foram considerados para a definição dos grupos prioritários.

Segundo a Nota Técnica publicada pelo ministério, foram avaliados a transmissão comunitária e o risco de morte pela doença relacionado a faixas etárias mais avançadas, que chega a ser 8,5 vezes maior para hospitalização e 18,3 vezes maior para óbito entre idosos com 90 anos ou mais.

Por isso, a recomendação é que a população em questão seja vacinada de forma prioritária por possuir maior probabilidade de desenvolver formas mais graves da doença e irem a óbito.

“A imunização desse grupo é de extrema importância para reduzir os casos de covid-19 e a necessidade de internação”, explica a subsecretária de Vigilância em Saúde, Janaína Passos. 

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