Mais uma operação conjunta para combater furtos, roubos e receptação de celulares foi realizada nesta quarta-feira (11). Dessa vez, os alvos foram 11 boxes dos shoppings Uai e A Popular. Cinco pessoas foram presas por receptação.

Ate o momento, foram apreendidos 1.104 celulares, além de outros materiais eletroeletrônicos, acessórios e peças de vestuário. Mais de 260 policiais, 23 auditores da Receita Federal e dez integrantes do Ministério Público participaram da ação, que contou ainda com apoio da Prefeitura de Belo Horizonte. A ação acontece ao longo de todo o dia.

Esta foi a segunda operação em shoppings populares de Belo Horizonte nesta semana. Na segunda-feira (9), uma ação foi realizada no Shopping Xavantes, com nove presos e mais de 500 celulares apreendidos.

Choque

A Polícia Militar participou da ação contando com Batalhão de Choque, cavalaria, canil e outras forças de segurança ostensiva. “O intuito foi estabilizar a área, oferecendo segurança para os cidadãos. Essa é uma região com muitos praticantes de furtos e roubos de celular que podem causar algum problema”, afirmou o tenente-coronel Juliano Trant, comandante do Batalhão de Choque.

De acordo com a procuradora Cássia Gontijo, coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a atuação da polícia nessas operações impede que oportunistas possam criar tumulto e atrapalhar o trabalho de apreensão dos produtos ilícitos ou de origem duvidosa.

A procuradora recomenda às pessoas que não comprem produtos de origem duvidosa, para não alimentar um ciclo criminoso. “O próprio comprador pode ser vítima e ter o celular roubado ou furtado”, disse. Cássia Gontijo esclareceu ainda que as pessoas que compram artigos de origem ilícita também podem responder por receptação.

Os celulares que foram furtados poderão voltar aos donos de origem, caso estes tenham feito o boletim de ocorrência e informado o número do IMEI. O restante ficará à disposição da Receita. 

A assessoria de comunicação do Uai Shopping Centro informou que o centro comercial cooperou plenamente, prestando todas as informações e facilitando o acesso para a operação policial realizada em dois boxes do centro comercial, nesta quarta-feira. 

O responsável pelo shopping A Popular informou que não poderia se manifestar até o fim da operação.