Um dos cinco acusados de matar o fisiculturista Allan Guimarães Pontelo, em setembro de 2017, em uma boate no bairro Olhos D’água, foi condenado nesta quinta-feira (26) a 11 anos de prisão. O réu seria julgado no dia 24 de agosto, com outros dois seguranças, mas houve um reagendamento porque o advogado dele havia passado mal na ocasião.

O 3º Tribunal do Júri de Belo Horizonte reconheceu duas qualificadoras, o meio cruel e a utilização de recursos que impediram a defesa da vítima. O júri entendeu ainda que ele teve participação menor que os outros, por isso a pena foi reduzida de 16 anos para os 11 anos, fixados pela juíza Fabiana Cardoso Gomes Ferreira.

O réu teria participado da abordagem da vítima e, durante as agressões, teria impedido que outras pessoas se aproximassem dela para socorrê-la, garantindo que ninguém presenciasse os fatos.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os seguranças da boate tinham como hábito a realização de abordagens truculentas no local. Ao se recusar a passar pelo procedimento de revista, Allan teria sido espancado violentamente, com socos e chutes, imobilizado e estrangulado até a morte.