O Ministério da Educação (MEC) decidiu adiar a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em, pelo menos, 30 dias, informou a pasta nesta quarta-feira (20). A decisão foi anunciada um dia após o Senado Federal aprovar um projeto de lei que prevê o adiamento em virtude da pandemia de Covid-19. Mas o texto, que segue para a Câmara, não estipulou uma nova data.

A versão impressa da prova estava prevista para os dias 1º e 8 de novembro, enquanto a digital estava marcada para 22 e 29 de novembro. De acordo com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, são os estudantes inscritos no Enem que vão definir qual será a data – sendo que o adiamento deve ter de 30 a 60 dias. As inscrições para o exame podem ser feitas até sexta-feira (22) e cerca de 4 milhões de pessoas já fizeram o cadastro.

Responsável pela aplicação da prova, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou que promoverá uma enquete direcionada aos inscritos a ser realizada em junho, por meio da Página do Participante.

A decisão do MEC foi tomada depois que várias entidades representativas e universidades públicas se manifestaram pelo adiamento do Enem em 2020, por causa da suspensão de aulas durante o enfrentamento à pandemia de Covid-19. A grande questão colocada ao ministério é a grande desigualdade entre os estudantes, pois parte dos estudantes brasileiros não tem acesso à internet – impedindo um estudo de qualidade dentro de casa.

Em diversos momentos, desde abril, por meio das redes sociais, o ministro da Educação defendeu que as datas do MEC (que este ano também terá versão digital) fossem mantidas. A pasta chegou a investir em um comercial que mostra jovens incentivando o estudo em casa, utilizando livros e internet como recursos. 

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