Melhora o estado de saúde do casal de militares torturado durante um assalto ao sítio onde moram em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar, o coronel da reserva, de 50 anos, foi submetido a uma cirurgia para correção de fístula, termo médico usado para definir a comunicação anormal entre a porção anorretal e os tecidos e órgãos vizinhos. A operação foi realizada nessa terça-feira (14), no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII e foi bem-sucedida.

Ele continua internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da unidade.

Já a cabo, de 34 anos, foi transferida, por volta das 20h dessa quarta-feira (15), do João XXIII, onde estava internada desde o dia 6 de janeiro, para o Hospital Mater Dei, no bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul da capital. Ela está consciente e a condição clínica dela é estável. 

Cabo transferida de hospital

Os militares foram rendidos em casa, no residencial Ouro Verde, na madrugada de 6 de janeiro. Eles foram torturados e baleados.

A Polícia Civil concluiu a primeira fase do inquérito e definiu a autoria e participação de cinco suspeitos no crime. Três suspeitos presos vão responder por associação criminosa e tentativa de latrocínio. A pena nesses casos pode chegar a mais de 30 anos.  

Outros três suspeitos do crime morreram em confronto com agentes da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte na terça-feira (7).

Segundo o coronel Eduardo Felisberto Alves, comandante da 2° Região da Polícia Militar, um dos mortos não participou da ação criminosa no sítio, mas faz parte da quadrilha e reagiu atirando durante a abordagem. A morte desse suspeito vai ser investigada pela polícia e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).