O governo de Minas e um laboratório americano estão em negociações avançadas para firmar uma parceria que garantirá a transferência de tecnologia para produção local de vacinas contra a Covid-19. A informação foi confirmada pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, durante a Assembleia Fiscaliza, nesta segunda-feira (28).

“Já temos um pré-contrato com um laboratório americano e estamos na fase final de análise jurídica para que consiga a assinatura”, afirmou. De acordo com o chefe da pasta estadual, o documento já está sendo analisado pela Advocacia Geral do Estado (AGE). 

Conforme o gestor, os imunizantes serão similares ao produto da Pfizer e vão ser produzidos pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). A ideia é que a instituição se torne um pólo de fabricação, assim como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan.

“Pensando em outras pandemias que possam vir, tentamos a transferência de uma tecnologia mais moderna. Caso consigamos, com a fábrica nova da Funed, conseguiremos produzir a própria vacina quando vier um novo vírus”, garantiu.

No entanto, é necessário um aporte financeiro para que o projeto se desenrole. Assim, seria possível modernizar os laboratórios da fundação e, com a transferência da tecnologia, criar uma produção independente das vacinas contra o coronavírus.

“Temos previsto no acordo de reparação da Vale um grande investimento na Funed, mais de R$ 150 milhões”, finalizou.

Outras pesquisas

Ao mesmo tempo, a Funed e a UFMG já estão trabalhando na produção de outro imunizante. Em maio, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), assinou o convênio que vai repassar R$ 30 milhões para que a universidade desenvolva o produto.

A verba vai viabilizar os estudos de fases clínicas 1 e 2 do imunizante. A testagem em adultos saudáveis sem exposição prévia à Covid será realizada ainda neste ano. Caso seja confirmada a segurança e a eficácia da vacina, ela deve chegar ao mercado em 2022.

Leia mais:

'Importante é que vacinem', diz secretário ao pedir que mineiros não façam escolha por imunizante
Estado tenta contratação emergencial de até 74 médicos para atuar na linha de frente contra Covid