O número de crianças afetadas com a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P), doença rara que provoca febre alta e duradoura, além de pressão baixa e manchas pelo corpo, saltou para 30 em Minas Gerais. No início de outubro, eram 24 confirmações. A principal suspeita é que a enfermidade esteja associada à Covid-19.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), outros dez casos notificados seguem em investigação. Do total de vítimas com a SIM-P, 27 já tiveram alta hospitalar. Não houve mortes no Estado.

Das crianças que receberam o diagnóstico positivo da síndrome, 50% têm entre 0 e 4 anos. Um total de 43,3% têm idades que variam de 5 e 9 anos. O restante dos doentes tem entre 10 e 14 anos.

Os meninos são os mais afetados. Eles somam 63%, contra 37% das meninas. O balanço da SES revela ainda que a grande maioria das vítimas (86,7%) não tinha histórico de outras enfermidades.

A SIM-P ainda está sendo estudada por cientistas de todo o mundo, mas as poucas informações disponíveis revelam que os pacientes testaram positivo para o novo coronavírus.

Distribuição

Belo Horizonte lidera as confirmações, com 12 crianças atestadas com a enfermidade. A cidade de Contagem, na região metropolitana, aparece na sequência, com três registros. Uberlândia, no Triângulo Mineiro, tem dois casos.

Há ocorrências da síndrome também em Araxá, Betim, Caldas, Ipatinga, Montes Claros, Nova Serrana, Oliveira, Pedro Leopoldo, Santa Luzia, São Gotardo, Sarzedo e Ubá.

Síndrome inflamatória infantil ligada à Covid avança, desafia médicos e lança alerta aos pais

 

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