Em resposta ao aumento de casos de Covid-19 - que nesta segunda-feira (21) somam 499.499 infectados e 11.235 mortos - e da ocupação nos hospitais de várias regiões do estado, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) vem aprimorando o sistema de monitoramento da pandemia, com a implantação de Unidades de Respostas Localizadas (URL) e adoção de estratégias diárias adaptadas à situação de cada região.

Foram formadas sete URL para atuar de forma bem próxima a cada uma das 14 regionais de Saúde, no planejamento, execução, monitoramento e avaliação das respostas necessárias. A medida permitirá à Secretaria de Saúde ter uma visão mais amplificada de cada região, para que o enfrentamento à pandemia seja ainda mais preciso.

“Minas Gerais é o estado com o menor número de óbitos do Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde, o que mostra nosso foco total em salvar vidas. Mas nem por isso podemos relaxar. Essas Unidades de Respostas Localizadas vão aproximar ainda mais a Secretaria de Saúde das unidades regionais, com uma redução muito importante do tempo-resposta às demandas relacionadas à Covid-19 no estado”, explica o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral.

Na prática, essa mudança na gestão do enfrentamento à Covid-19 vai permitir, por exemplo, identificar com maior rapidez as oportunidades de ampliação de leitos nas macrorregiões, porque elas nem sempre aparecem nos sistemas do SUSFácil, que depende dos prestadores de saúde locais para ser alimentado corretamente.

O monitoramento é diário, em cada uma das unidades, por meio de avaliação dos dados assistenciais, epidemiológicos, laboratoriais e vacinais. Cada URL conta com um líder que tem a responsabilidade de compartilhar as informações da Sala de Situação e do Escritório de Gestão de Leitos; coordenar as discussões e criar planos de ação locais.

“Com essa ação esperamos que todos os dias, até 11h30, as Unidades de Resposta Localizada apresentem um plano de ação específico, a partir da situação de cada região, principalmente quanto ao stress municipal com relação à assistência”, explica a subsecretária interina de Vigilância em Saúde da SES-MG, Janaína Passos de Paula.