Sirenes indicando sobre o risco de rompimento de barragem tocaram, na manhã desta segunda-feira (25), em Santa Bárbara, na região Central de Minas. Mas, a emissão do som fez parte de um teste da AngloGold Ashanti, que quer avaliar o funcionamento do equipamento e do Plano de Ação Emergencial da barragem Córrego do Sítio II. Em comunicado, a mineradora de ouro garantiu que as duas barragens localizadas no município estão estáveis e não apresentam riscos.

Segundo a empresa, a primeira sirene tocou entre 10h e meio-dia, próximo da Torre 6, que fica no bairro Praia. Para esta segunda-feira, outro equipamento, instalado na Serra, na comunidade de Barra Feliz, também soará, entre 16h e 18h. Os testes vão prosseguir na quinta-feira (27) e sexta-feira (28). Veja abaixo o cronograma:

Dia 27
Torre 4 - em frente ao Supermercado Trevo, na comunidade de Barra Feliz, entre 10h e meio-dia;
Torre 3 - rua Carrapato – comunidade de Barra Feliz, próximo à casa do Lourival, entre 16h e 18h.
 
Dia 28
Torre 2 - próximo ao trevo da MSOL/Jaguar, na comunidade de Brumal, entre 10h e meio-dia;
Torre 1 - próximo à barragem de CDS II – Próximo a ETA, entre 16h e 18h.

A AngloGold disse que, apesar do teste, os moradores não precisam paralisar as atividades. Para as próximas semanas, a AngloGold fará testes com a barragem Córrego do Sítio I e, na ocasião, a população será alertada sobre o soar das sirenes.

“Buscamos nos antecipar em relação às exigências legais. Nosso empenho está em trazer segurança e tranquilidade às comunidades que vivem próximas aos nossos barramentos”, ressaltou Guilherme Peixoto, gerente de Metalurgia da Unidade Córrego do Sítio da AngloGold Ashanti.

A empresa garantiu que, desde 2016, realiza encontro com os moradores da região para apresentar e esclarecer sobre os procedimentos de segurança em caso de um possível rompimento de barragem.

Produtora de ouro

A AngloGold é uma das maiores produtoras de ouro do mundo no Brasil. Ela possui minas e plantas metalúrgicas em Minas Gerais e Goiás. No mundo, a mineradora tem operações em nove países, gerando mais de 60 mil empregos. No Brasil, as operações respondem por 15% da produção global de ouro do grupo.

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