Ainda não é possível afirmar que o garotinho Dudu, de 2 anos, morreu afogado. Ele estava desaparecido desde a manhã da última quarta-feira (12), em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e teve o corpo encontrado boiando em uma lagoa a cerca de 50 metros de casa, na manhã desta sexta-feira (14). As causas do óbito serão investigadas pela Polícia Civil. 

Quem avistou Eduardo Ferreira de Oliveira, o Dudu, na lagoa, foi um caseiro da região logo pela manhã. O pai reconheceu o filho, que terá o corpo levado para o Instituto Médico-Legal de Betim, também na Grande BH. 

No entanto, desde a quarta-feira, mais de 20 militares do Corpo de Bombeiros se revezavam nas buscas, além de investigadores da Polícia Civil e moradores da região, já que o sumiço do menino mobilizou toda a vizinhança do entorno da Vila Maria Regina. 

As buscas, que contavam ainda com a utilização de um drone, cães farejadores e mergulhadores, se estenderam por todas as lagoas próximas à residência da criança, e também em imóveis de moradores, cisternas e matas. Antes de o corpo ter sido visto boiando, os profissionais não tinham encontrado qualquer sinal do garoto. Os informaram que "houve buscas em todo perímetro provável", inclusive com mergulhadores. 

As equipes de perícia da Polícia Civil, que poderão dizer o que causou a morte de Dudu, já estiveram no local. "Outras informações referentes ao caso e as investigações serão apenas divulgadas em momento oportuno", disse a assessoria da corporação.

Histórico de desaparecimentos

Este foi o primeiro caso de criança desaparecida em Juatuba desde 2016, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública. Naquele ano, foram dois registros de crianças de 0 a 11 anos desaparecidas na cidade. Em Minas, o número de crianças nesta faixa etária que sumiram subiu no ano passado, passando dos 262 registros de 2018 para 292 em 2019, sendo 59 só em Belo Horizonte. 

O caso

Na manhã da última quarta-feira (12), Dudu, que brincava na varanda de casa, deixou os chinelinhos por ali, abriu o portão e saiu. Ele já tinha conseguido sair outra vez, mas foi pra casa da vizinha que o pegou e levou de volta aos pais. Desta vez, parece nem ter passado por ali, já que os cachorros da vizinha sempre latem muito quando percebem a aproximação de alguém, o que não aconteceu na quarta-feira. 

A casa da família, na Alameda Flamboyant da Vila Maria Regina, é cercada por mata e próxima a três lagoas. Mas pouco tempo depois que familiares perceberam o sumiço do caçula da família, a procura começou na região e, até a manhã desta sexta, sem nenhum sinal da criança. 

A localização do corpo da criança foi um baque para a família, que ainda tinha esperança de encontrar o garotinho com vida. Resta agora saber o que causou a morte e em quais circunstâncias ocorreu.  

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