Motofretistas aprendem técnicas de primeiros socorros para deixar as ruas mais seguras em BH

Raquel Gontijo
raquel.maria@hojeemdia.com.br
01/12/2021 às 18:59.
Atualizado em 08/12/2021 às 01:11
 (BHTrans/Divulgação)

(BHTrans/Divulgação)

O número de acidentes registrados no primeiro semestre deste ano foi 14% maior do que o verificado em 2020. E a tendência é que o quadro se agrave, segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego. Fornecedores de um serviço que se tornou essencial na pandemia, os motociclistas foram as principais vítimas fatais na mobilidade urbana no país. 

O crescimento nos sinistros também acompanha a taxa de vendas de motocicletas. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, o primeiro semestre deste ano registrou aumento de 50% nas vendas de motos no país.

Comportamento inadequado

Em 2020, Belo Horizonte registrou 7.611 acidentes de trânsito envolvendo motos, sendo que 68 motociclistas morreram, segundo a PBH. De acordo com a gerente de Educação para a Mobilidade da BHTrans, Maria Augusta Gatti, 95% dos acidentes com moto são provocados por comportamento inadequado dos pilotos.

Para aprender a socorrer os colegas e a salvar vidas, nesta quarta-feira (01), motofretistas da capital concluíram um curso oferecido pela prefeitura. O projeto "Anjos de Capacete" reuniu a BHTrans e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), em uma parceria com o aplicativo de entrega de alimentos, iFood. Os alunos aprenderam atendimentos de primeiros socorros, ressuscitação cardiopulmonar e segurança no trânsito. No total, já são 145 motofretistas capacitados circulando pela cidade.

Maria Augusta Gatti conta que a proposta para a realização do curso foi feita pelo aplicativo de entrega. E que o interesse da BHTrans foi imediato, já que os jovens são as principais vítimas dos acidentes com motocicletas na capital. “Há tempos a gente tem muita vontade de conversar com os motociclistas, porque é um público que nós temos muita dificuldade de contato. A PBH faz palestras e campanhas educativas permanentes para eles, mas os acidentes não diminuem”, relatou. 

Anjos de Capacete

A gestora da BHTrans explica que o curso foi desenvolvido especificamente para atender os entregadores mais jovens. E que, além da capacitação para prestarem os primeiros atendimentos até a chegada do SAMU, os motociclistas são orientados sobre comportamentos de risco, manutenção das motos e utilização dos equipamentos de segurança. Segundo ela, por meio da troca de experiências entre os participantes, o curso busca se aproximar do dia a dia e da prática nas ruas.

Os participantes receberam certificados e um capacete branco que permite que eles sejam mais facilmente identificados nas ruas. Ao se tornarem oficialmente ‘Anjos de Capacete’, os motofretistas também podem atuar nos primeiros socorros até a chegada do SAMU. 
Além de Belo Horizonte, o projeto “Anjos de Capacete” já foi realizado pela empresa iFood em São Paulo e Recife, com edições previstas para Porto Alegre (RS) e Fortaleza (CE). 
 

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