A Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar a conduta do procurador de Justiça, de 59 anos, que foi preso na última quinta-feira (1º) após atirar em direção a uma mulher, de 53 anos, durante uma briga de trânsito no bairro Santo Antônio, região Centro-Sul de Belo Horizonte.

O suspeito também resistiu à prisão e, segundo informações do boletim de ocorrência da Polícia Militar, ainda apresentava sinais de embriaguez e estava com a CNH vencida. 

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o procurador-geral de Justiça, Antônio Sérgio Tonet, também determinou o afastamento do magistrado, que ocupava o cargo de chefe da Coordenadoria Estadual de Defesa do Direito de Família, das Pessoas com Deficiência e dos Idosos (CFDI).

"O PIC tem por objetivo a ampla investigação sobre possíveis crimes de tentativa de homicídio/disparo de arma de fogo, desacato, embriaguez ao volante, resistência, além dos crimes de injúria e dano. Além das diligências já determinadas na conclusão do Auto de Prisão em Flagrante foi determinado pelo procurador-geral de Justiça ao Gabinete de Segurança e Inteligência do MPMG que levante e recolha todas as imagens de vídeo que registraram os fatos, bem como o trajeto dos envolvidos; que levante e qualifique testemunhas e possíveis vítimas que  tenham presenciado os fatos, além daquelas que constam do REDS; e que acompanhe as provas periciais pertinentes visando a célere obtenção de seu resultado".

Ainda de acordo com o PMMG, a arma e munições apreendidas com o procurador foram encaminhadas para perícia na Polícia Civil. Ele também está sujeito a sanções administrativas previstas no Código Brasileiro de Trânsito. 

Antônio Sérgio Tonet também fez uma representação ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais requerendo medidas cautelares criminais contra o procurador, proibindo que ele mantenha contato com as vítimas ou testemunhas, suspendendo o porte de arma do suspeito, além da proibição de acesso ou frequência a bares e restaurantes. O procurador também está proibido de deixar Belo Horizonte sem autorização da Justiça.