Os municípios de Capitólio, São José da Barra e São João Batista do Glória devem avaliar se vão interditar o acesso a áreas de cânions no Lago de Furnas. A recomendação foi feita aos três municípios pelo Ministério Público Federal (MPF), que sugere que a adoção da medida até que seja feito um mapeamento geológico no local. E foi motivada pelo deslizamento de rocha que matou dez pessoas no sábado (8) em Capitólio, no Sul de Minas.

No documento, o MPF também recomendou a proibição da navegação de turismo na região, quando a Defesa Civil emitir alertas para tempestades, chuvas intensas e risco de cabeça ou tromba d'água. A suspensão das operações deve valer até que os planos de ordenamento náutico de cada cidade sejam revistos, com o mapeamento dos locais cujo acesso deve ser proibido.

O bloco de pedra se desprendeu no começo da tarde de sábado, atingindo quatro embarcações. Além das dez vítimas, ao menos 24 pessoas ficaram feridas no acidente.

Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (14), em Belo Horizonte, o delegado da Polícia Civil Marcos Pimenta, responsável pelas investigações, informou que 17 pessoas já prestaram depoimento. Os trabalhos de apuração do caso contam com a ajuda de geólogos de várias instituições brasileiras.

Caso seja comprovada pela Polícia Civil a ação humana no incidente, os responsáveis serão indiciados e o inquérito encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais. "As placas, com a movimentação da terra, irão cair naturalmente. O que pode ter ocorrido e que saberemos apenas no fim das investigações, é se houve ou não ação de terceiros para acelerar a queda", explicou.

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