A mulher que apareceu em um vídeo afirmando que a Prefeitura de Belo Horizonte estaria enterrando caixões preenchidos por pedras e pedaços de madeira ao invés de supostas vítimas de Covid-19 realizou uma gravação com um pedido de desculpas. Assista:

Na gravação, Valdete Zanco agradeceu à Polícia Civil e afirmou que está arrependida e muito triste com tudo o que ocorreu. Ela ainda se desculpou com o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), com o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), com o Estado e as famílias que se sentiram entristecidas com o ato.

O vídeo foi gravado nesta quarta-feira (6), durante abordagem da Polícia Civil à mulher, em Campanha, no Sul de Minas. Agentes da 4ª Delegacia de Polícia Civil, de Belo Horizonte, se deslocaram até a cidade, onde ouviram a autora e apreenderam o telefone celular dela. A polícia informou que as investigações continuam. 

O caso

No vídeo inicial que gerou toda a polêmica, a mulher havia dito que as próprias famílias estavam enterrando as vítimas e "mandaram arrancar todos os caixão (sic) para ver se é coronavírus". Ela ainda acrescentou: "sabe o que tem dentro do caixão? Pedra e Madeira". A PBH se manifestou na ocasião, informando que as afirmações eram falsas.

Nessa terça-feira (5), Alexsander Pereira, advogado da mulher, afirmou que ela já havia se apresentado à Polícia Civil em Jacutinga, também no Sul do Estado. Segundo ele, a mulher decidiu gravar o vídeo falso após ter visto a história dos caixões com pedras no Facebook para divulgar apenas para a família. 

Segundo o delegado Wagner Sales, chefe do 1° Departamento de Polícia Civil, a autora pode pegar até nove anos de prisão, além de precisar pagar multa, devido aos crimes de denunciação caluniosa contra a administração da Justiça e difamação contra o prefeito de BH.