Uma professora de 48 anos teve de pagar uma fiança de R$ 2 mil para não ficar presa, após ter sido acusada de chamar o vizinho de “preto e macaco”. O caso de injúria racial aconteceu na tarde desta quarta-feira (15), no bairro Vila Guilhermina, em Montes Claros, no Norte de Minas.

De acordo com relato da vítima aos policiais, a discussão entre vizinhos teve início no momento em que ele colocou um pote com feijão congelado em cima de um muro que divide as duas residências. Minutos depois, o artesão, de 36 anos, verificou que o pote estava caído em seu quintal e, ao ver que a vizinha estava por perto, a questionou sobre a queda do objeto.

Conforme o boletim de ocorrência, a mulher teria respondido: “não vou falar com você, preto, macaco”. O homem, então, se dirigiu até a frente da casa da vizinha, encontrando-a novamente. Ela o teria ofendido novamente e dito que sua pele era melhor do a dele. Essas palavras foram confirmadas aos policiais militares por duas testemunhas.

Aos policiais, a mulher negou que tenha usado essas palavras para ofender o vizinho. Confessou que empurrou o pote para o lado do vizinho porque não gosta de objetos em cima de seu muro. Afirmou também que o vizinho jogou uma pedra contra ela, mas não a atingiu.

Mesmo com a tentativa de defesa, ela foi encaminhada à delegacia, onde teve de pagar fiança para não ficar presa.

Desde novembro, pelo menos outros sete casos de injúria racial foram registrados em Minas. O mais recente aconteceu no dia 7 de janeiro, quando um homem chamou um segurança do metrô de Belo Horizonte de preto e macaco e ainda teria dito “olha a cor dele”

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