O retorno de Belo Horizonte à estaca zero da flexibilização do isolamento social nesta segunda-feira (29), situação que causou manifestações contrárias de comerciantes, no Centro da cidade, teve como um dos motivos o aumento na demanda de atendimento diário no Samu, que dobrou e chegou a 100 em uma semana.

A informação foi passada pelo secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, em coletiva de anúncio do fechamento das lojas não-essenciais na última sexta-feira (26). Segundo o gestor, até uma semana antes, as ambulâncias do Samu transportavam 50 pacientes por dia, mas o número saltou para 100 em sete dias. 

A subida chamou a atenção da gestão municipal juntamente com o crescimento do número de registros de Covid-19, que dobrou no período entre o início do afrouxamento do isolamento, em 25 de maio (quando havia 1.402 casos e 42 óbitos), e a decisão de novo fechamento, no último dia 26, data na qual a capital contou 4.868 infectados e 109 mortes. 

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, responsável por operar o Samu na capital, para obter informações sobre os tipos de atendimento realizados e média do serviço em período fora da pandemia, e aguarda retorno.