A equipe de pesquisadores da Organização Mundial da Saúde (OMS) que investiga o surgimento da Covid-19 concluiu, nesta terça-feira (9), que o novo coronavírus teria origem animal. Os estudos foram feitos em Wuhan, na China, cidade onde foram registrados os primeiros casos da doença.

Em pouco mais de 10 dias de estudos, os agentes da OMS visitaram hospitais, o mercado onde o vírus teria feito o salto de espécie para o ser humano e o Instituto de Virologia de Wuhan.

“Todos os dados que coletamos até aqui nos levam a concluir que a origem do coronavírus é animal”, afirmou o chefe da missão, Peter Ben Embarek. “O trabalho de campo não provocou nenhuma reviravolta nas convicções que já tínhamos antes de começar”, completou.

Segundo o pesquisador, os dados apontam que o coronavírus surgiu em morcegos, mas é improvável que esses animais se encontrassem em Wuhan. “Ainda não foi possível identificar o animal intermediário”, declarou Embarek.

O cientista disse, ainda, que a hipótese de que o Sars-CoV-2 tenha escapado de um laboratório é “extremamente improvável”. “A pesquisa sobre a origem do coronavírus ainda é um trabalho em curso”, disse.

Por outro lado, o chefe da delegação de especialistas da China, Liang Wannian, afirmou que não há provas de que o vírus tenha circulado em Wuhan antes de dezembro de 2019. De acordo com ele, o rastreio da origem do coronavírus continuará “no restante do mundo e não será vinculado a nenhuma localidade”.

Em pouco mais de um ano, pelo menos 106,5 milhões de pessoas já testaram positivo para a Covid-19 ao redor do mundo. Mais de 2,3 milhões de infectados perderam a vida por complicações da enfermidade, segundo o monitoramento da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos.

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