Mais dois termos de compromisso para contratação  de auditorias externas independentes para acompanhar a situação de barragens da Vale que se encontram em nível de emergência foram acionados entre a mineradora, Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Advocacia-Geral do Estado.

O documento, segundo o MPMG, foi assinado no dia 23 de setembro e vai permitir ao MPMG e órgãos de Estado receber informações sobre a adequação das medidas adotadas pela mineradora para garantir a estabilidade e a segurança das estruturas.

Um dos acordos prevê auditoria de todas as estruturas que fazem parte da Mina de Fábrica, em Ouro Preto, Belo Vale e Congonhas, em especial as barragens Forquilhas I, II e III e Grupo, que se encontram em nível 2 e 3 de emergência. Todas na região Central d Estado.

O trabalho, que será custeado pela Vale, será executado pela empresa Rizzo International Inc.

Ainda conforme o MPMG, outro acordo envolve os  serviços de auditoria a serem prestados pela empresa SLR Consulting (Canada) Ltda., de todas as estruturas que fazem parte das Minas Abóboras (nível 1 de emergência), Mar Azul, Tamanduá, Alegria, Pico e Timbopeba, localizadas em Nova Lima, Mariana, Itabirito e Ouro Preto. Essas minas são compostas por barragens que, atualmente, encontram-se em nível de emergência 1 e 3, conforme o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

Ainda, serão auditadas as obras e intervenções declaradas pela Vale como emergenciais adotadas para mitigação de impactos e danos em caso de rompimento das barragens em Barão de Cocais, Itabirito, Ouro Preto e Nova Lima. 

A empresa também se comprometeu a recuperar a recuperar o meio ambiente tão logo cessada a situação de emergência das barragens.

As auditorias englobam as áreas geológica-geotécnica, hidrologia, hidráulica, segurança de barragens e segurança do trabalho. Ainda serão avaliados os planos de preparo e resposta para a emergência, a adequação do Plano de Segurança de Barragens (PSB), do Plano de Ações Emergenciais (PAEBM), bem como as medidas de segurança necessárias em favor de trabalhadores diretos ou indiretos eventualmente empregados.

Nos acordos, a Vale se compromete também a executar todas as medidas previstas nos planos de ações, que serão apresentados ao MPMG e órgãos de Estado competentes, seguindo rigorosamente os prazos definidos nos respectivos cronogramas, assim como todas as medidas necessárias para revisão dos mapas de inundação e adequação dos Plano de Segurança de Barragens (PSB), do Plano de Ações Emergenciais (PAEBM) , bem como a imediata e efetiva adoção de medidas adequadas a cada nível de emergência, inclusive comunicação da população que estiver nas zonas de autossalvamento das barragens.

Ao todo, já são cerca de 80 barragens em 15 minas de responsabilidade da Vale sendo auditadas, para que os órgãos de estado tenham os subsídios para adoção das medidas cabíveis em seus âmbitos de atuação.

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Vale e aguarda um posicionamento da mineradora. 

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