Os indicadores usados para definir os rumos da flexibilização em Belo Horizonte estão altos, segundo o boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (4) pela prefeitura da capital. A taxa de transmissão por infectado chegou a 1,06, índice considerado de alerta - isso significa que cada cem pessoas contaminadas transmitem o vírus para outras 106.

A ocupação dos leitos de UTI para pacientes com Covid-19 chegou a 80,5%, número considerado crítico e a maior ocupação desde 30 de maio, quando a prefeitura passou a detalhar a situação desse indicador. A taxa de ocupação de enfermarias também permanece na zona de alerta, que é entre 50% e 69%: atingiu 64,4%. 

Além disso, a capital mineira chegou a 1.895 mortes pelo vírus, 18 a mais que o boletim anterior, divulgado na última quinta-feira (31). São 64.530 casos confirmados e 3.272 pacientes em acompanhamento.

No levantamento por regionais, a Noroeste é a com maior número de mortes (250), 17 a mais que a Nordeste (233). Na sequência aparecem Oeste (230), Leste (214), Barreiro (210), Venda Nova (207), Centro-Sul (201), Pampulha (179) e Norte (171).

Estado

A situação dos leitos de terapia intensiva também é crítica em sete regiões de Minas Gerais.

De acordo com números divulgados nesta segunda pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), as vagas ocupadas já passam de 70%. O aumento nas últimas semanas decorre do crescimento das infecções pelo novo coronavírus.

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