O pai do adolescente de 18 anos, preso por agressão que levou a morte de um colega no Instituto de Educação, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, registrou um boletim de ocorrência porque estaria recebendo ameaças de morte via WhatsApp. O caso é investigado pela Polícia Civil.

De acordo com a Polícia Militar, as mensagens começaram a chegar no dia 16 de novembro, dois dias após a agressão a Luiz Felipe Siqueira de Sousa, de 17 anos. A reportagem do Hoje em Dia procurou a advogada da família, que não passou detalhes sobre o teor, mas confirmou as ameaças.

Aos policiais, o homem, de 50 anos, contou que nas mensagens, vindas de um telefone com código de área dos Estados Unidos, a pessoa dizia que se a vítima morresse, iriam atrás dele, que tinham todas as informações sobre onde o pai mora e trabalha. Ainda segundo a PM, ele informou que não faz ideia de quem poderia estar fazendo ameaças, mas temia por sua vida e de sua família.

Luiz Felipe Siqueira, de 17 anos, morreu na manhã de terça-feira (20), no Hospital João XXIII. No dia 14 de novembro, os estudantes jogavam futebol durante o recreio quando teria ocorrido um desentendimento entre Luiz Felipe e o adolescente de 18 anos. 

O agressor está preso no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira, na região Oeste de BH. O defensor público responsável pelo caso informou que vai pedir que ele seja julgado por lesão corporal. "Ele não teve a intenção de matar o colega. Houve, sim, a agressão, mas ela não foi iniciada com esse intuito”, justificou William Vaz.

A Secretaria de Estado da Educação (SEE) determinou a instauração de uma sindicância para apurar o caso.

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