Mais 13 laboratórios de testagem da Covid-19 foram habilitados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) em Minas, nesta sexta-feira (10). Com a inclusão, a rede pública passa a contar com 25 unidades - um crescimento de 108%. A medida busca melhorar o número de exames realizados no Estado. Atualmente, a rede laboratorial pública mineira testa apenas 8,5% da capacidade instalada.

O Estado não deu detalhes sobre o início da operação dos 13 laboratórios ou sobre as respectivas localidades dos mesmos. A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde e aguarda um retorno.

De acordo com a SES, o Estado tem 12 instituições de testagem habilitadas e em operação espalhadas pelo território mineiro. Entre elas, estão o Hemominas, em Belo Horizonte; e os laboratórios da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). A lista completa pode ser vista aqui.

O incremento de mais 13 laboratórios, chegando a 25, não significará, porém, que mais grupos de pessoas serão testados. De acordo com o secretário adjunto de Saúde, Marcelo Cabral, a medida ampliará e descentralizará a testagem, mas a aplicação deverá continuar direcionada aos oito grupos estabelecidos, sendo eles:

  1. Amostras provenientes de unidades sentinelas de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG);
  2. Todos os casos de SRAG hospitalizados;
  3. Todos os óbitos suspeitos de Covid-19;
  4. Profissionais de saúde sintomáticos;
  5. Profissionais de segurança pública sintomáticos;
  6. Por amostragem representativa (mínimo de 10% dos casos ou três coletas), nos surtos de SG em locais fechados (ex: asilos, hospitais, etc);
  7. Público privado de liberdade e adolescentes em cumprimento de medida restritiva ou privativa de liberdade, ambos sintomátivos;
  8. População indígena aldeada

Decisão judicial aos municípios

Por fim, o gestor comentou a liminar da Justiça de Minas, expedida nessa quinta-feira (9), que obrigou municípios não-aderentes ao Minas Consciente, programa estadual de retomada gradual das atividades econômicas, a cumprirem normas de distanciamento social.

Segundo Cabral, a iniciativa partiu do Ministério Público, de forma autônoma, mas reafirma a pertinência das deliberações que regulam o Minas Consciente. Conforme o gestor, essas normas do programa buscam orientar o funcionamento seguro de estabelecimentos em cada município e são baseadas em dados epidemiológicos desses locais.

Cabral ainda relembrou que a adesão ao Minas Consciente sempre foi voluntária e dialogada com os prefeitos e secretários municipais de saúde.