A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Procuradoria-Geral do Município, informou nesta sexta-feira (18) que está providenciando o integral cumprimento da ordem judicial expedida pelo desembargador Antônio Souza Prudente, da 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1), a respeito da retirada das capivaras da orla da Lagoa da Pampulha. Ainda de acordo com a administração municipal, o prazo de cinco dias para a manifestação da Prefeitura é contado em dias úteis, portanto terminaria na próxima quinta-feira (24).

Nessa quinta-feira (17), a Justiça Federal notificou a Prefeitura para que retirasse os animais da orla em um prazo de cinco dias. Sendo descumprido o prazo, a aplicação de multa diária é de R$ 5 mil.

A medida da Justiça Federal atendeu ao pedido feito pela Associação Pró-Interesses do bairro Bandeirantes (APIBB), que solicitou que os animais hospedeiros do carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa, fossem retirados da região.

Em 7 de outubro, o Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1), em Brasília, já havia determinado a retirada imediata dos roedores, contudo, não havia estipulado prazo.

A situação dos roedores sempre foi alvo de polêmica, mas ficou mais crítica após a morte, em 4 de setembro deste ano, de Thales Martins Cruz, de 10 anos. Ele faleceu vítima de febre maculosa após frequentar o Parque Ecológico da Pampulha. Desde então, uma batalha judicial foi travada para definir o futuro dos animais.

Leia mais:
Capivaras da Pampulha terão que ser isoladas até semana que vem, determina Justiça Federal
Moradores acionam a Justiça para informar a não retirada das capivaras da Lagoa da Pampulha
Minas Gerais registra 13 casos de febre maculosa
Conselho quer ajuda do MPMG para impedir retirada de capivaras da Pampulha