Em continuidade à política de ampliação do atendimento a pacientes com a Covid-19, a Prefeitura de Belo Horizonte informou nesta segunda-feira (7) que publicou na semana passada uma portaria que autoriza a contratação de leitos na rede privada para tratamento de casos da doença, caso seja necessário.

Esta é a segunda vez que a administração municipal cria a estratégia. A primeira foi em julho, quando foi registrado o pico da doença na capital. 

De acordo com o último boletim epidemiológico, mais de mil pessoas estão internadas em BH para tratar a infecção provocada pelo novo coronavírus. São 350 pacientes em UTIs das redes pública e particular e 759 pessoas em enfermarias.

A cidade chegou nesta segunda a 56.106 casos confirmados com 1.698 mortes.

Além disso, dois indicadores de monitoramento da epidemia estão em nível de alerta (amarelo): o número médio de transmissão por infectado (Rt) está 1,09. Isso significa que 100 pacientes transmitem o vírus para 109 pessoas, em média. A ocupação dos leitos de UTI está em 54,5% e das enfermarias, em 47,9%.

A contratação dos leitos, caso ocorra, terá vigência de 30 dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo período, dependendo da evolução da taxa de ocupação de leitos de UTI adulto Covid-19. Os hospitais privados contratados serão responsáveis pelo transporte do paciente e todos os recursos assistenciais necessários durante sua permanência na instituição.

A prefeitura deve pagar R$ 42 mil por leito de UTI e R$ 10,5 mil pelo de enfermaria.

Também está previsto um acréscimo de 40% nos valores pagos aos hospitais da Rede SUS-BH, que contam com leitos para pacientes com Covid-19, caso a taxa de ocupação de leitos atinja mais de 80%. O incremento tem como objetivo garantir aos hospitais mais recursos para contratação de médicos e demais profissionais necessários à assistência, insumos e medicamentos.