Nesta quinta-feira (19), dois adolescentes foram apreendidos na Praça da Estação ao serem flagrados tentando quebrar a trava de segurança de bicicletas compartilhadas. De acordo com o 1º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo policiamento na região Central de Belo Horizonte, as ocorrências de furto das bikes da empresa Yellow são frequentes.

Somente na primeira quinzena de setembro, dez pessoas foram presas por furto e dano a bicicletas compartilhadas, que podem ser usadas por qualquer um, desde que tenha feito um cadastro pelo aplicativo e pago pelo serviço.

A maioria das pessoas flagradas com a bicicleta de forma irregular é formada por moradores de rua, de acordo com o tenente Bruno Costa, da 6ª Cia do 1º Batalhão. “Em alguns casos, a pessoa pega a bicicleta para transitar sem ter que pegar pelo aplicativo, mas há também casos daqueles que fizeram o furto para vender partes do produto”, explicou o policial.

Segundo ele, esse tipo de furto ficou mais recorrente porque as bicicletas não ficam presas em uma estação e não é difícil romper o sistema de segurança. Mas os policiais estão preparados para verificar quando houve um dano ao equipamento. As pessoas conduzidas à delegacia podem responder por furto de uso e dano material.

“No último dia 10, um morador de rua de 18 anos foi preso após ter sido flagrado com uma bicicleta com lacre rompido na rua Rio de Janeiro. Nesse caso, o flagrante aconteceu pela câmera do Olho Vivo, para depois acontecer a abordagem pela viatura”, conta o tenente.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Justiça (Sejusp) afirmou que não é possível fazer um levantamento de quantas pessoas foram presas desde janeiro, quando a Yellow chegou a Belo Horizonte com bikes e patinetes elétricos compartilhados, devido à dificuldade de busca no sistema.

A Grow, empresa responsável pela Yellow, explicou que suas bicicletas contêm peças exclusivas e que não se adaptam a outros modelos, além de serem equipadas com GPS - o que já levou à recuperação dos equipamentos e à apreensão de pessoas envolvidas nesses casos. A Grow não quis informar dados sobre furtos ou danos, nem afirmou se o número de ocorrências em Belo Horizonte está dentro do esperado pela empresa.

Veja a nota da empresa sobre os furtos:

A Grow, dona das marcas de compartilhamento de bicicletas e patinetes Grin e Yellow, repudia qualquer tipo de violência. A empresa trabalha na conscientização da população para garantir a integridade dos equipamentos e busca colaborar permanentemente com as autoridades de segurança pública.

A empresa conta com um time de guardiões - sua equipe de rua que, além de ser responsável pelo monitoramento e organização das operações, realiza intervenções e rodas de conversa com pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica com o objetivo de orientar, conscientizar e prevenir atos infracionais.

A Grow reforça que mantém diálogo constante com as autoridades de segurança de Belo Horizonte e recebe denúncias dos próprios usuários, a partir das quais atua na recuperação dos equipamentos.

A empresa esclarece ainda que as suas bicicletas foram desenvolvidas com peças exclusivas, que não se adaptam a outros modelos, e trabalha constantemente para aprimorar a tecnologia de seu sistema operacional de modo a minimizar os riscos de uso indevido dos equipamentos. Além disso, todas as bicicletas e patinetes Grow são rastreados por sistema GPS - o que já levou à recuperação dos equipamentos e à apreensão de pessoas envolvidas nesses casos”.

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