A Petrobras informou que não vai conseguir atender todos os pedidos de compra de combustível para novembro. De acordo com comunicado da empresa, divulgado nessa terça-feira (19), apenas com muita antecedência seria possível responder às demandas das distribuidoras, que aumentaram em 20% para diesel e 10% para gasolina, comparadas ao mesmo período em 2020.

Em nota, a Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis (Brasilcom) informou que a incapacidade de suprir as demandas coloca o país em situação de potencial desabastecimento. Segundo a organização, a redução na proposta de entrega pela Petrobras chegou a ultrapassar 50% do volume solicitado em alguns casos.

De acordo com a Petrobras, nos últimos anos, o mercado brasileiro de diesel foi abastecido tanto pela produção da empresa como por importações. A Brasilcom, no entanto, afirma que os altos preços no mercado internacional impossibilitam que a compra de combustíveis fora do país resolva a questão da disponibilidade doméstica.

Para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no entanto, não há risco de haver falta de combustíveis. “Não há indicação de desabastecimento no mercado nacional de combustíveis, nesse momento. A ANP segue realizando o monitoramento da cadeia de abastecimento e adotará, caso necessário, as providências cabíveis para mitigar desvios e reduzir riscos", informou o órgão em nota.

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