Com o fim do ano chegando, também chegam às mãos de grande parte dos trabalhadores brasileiros o 13º salário e o abono de férias, mas é preciso refletir bastante sobre o que fazer com o dinheiro extra antes de começar gastá-lo com as festas de Natal e Ano Novo.

Dados do Mapa da Inadimplência, de agosto de 2021, divulgado pelo Serasa, mostra que 62,25 milhões de pessoas estão endividadas, ou seja, a cada 10 brasileiros, três possuem dívidas em seus nomes.

Esse dinheiro a mais pode ser utilizado para ajudar e muito a minimizar ou mesmo liquidar as dívidas adquiridas ao longo do ano, é o que garante Adriana Gontijo, mestre em Administração com ênfase em Mercado de Capitais.

“Muita gente pensa em investir o dinheiro extra, mas quem tem dívidas deve aproveitar o momento para acabar com elas. Os juros de investimentos dificilmente superam os do cheque especial, empréstimos e cartão de crédito”, afirma a especialista e consultora em planejamento financeiro.

Adriana Gontijo - mestre em administração

"Quem tem dívidas deve aproveitar o momento para acabar com elas", diz Adriana.

Adriana reuniu um conjunto de dicas que podem ajudar muita gente a evitar começar o ano de 2022 no vermelho. Confira:

Avalie bem a situação financeira do momento

O fim do ano é uma boa hora para fazer um balanço do orçamento. “A prioridade é usar a renda extra para quitar as dívidas com os juros mais altos. Quite as que podem causar um rombo maior e deixe as que têm juros menores para serem liquidadas ao longo do ano, caso não seja possível pagar tudo de uma vez”, orienta.

Evite comprar por impulso

A especialista afirma que, nessa época do ano, para não fazer novas dívidas é preciso exercer um grande controle emocional e do impulso de compras. “Ficamos dois anos sem celebrar e muito provavelmente as pessoas vão querer aproveitar este momento de encontro. A data tem um grande apelo sentimental, mas um presente caro não é demonstração de amor. Tente controlar esse impulso se você não puder pagar”, explica Gontijo.

Fortaleça a economia local

Na avaliação da consultora, os pequenos comércios, que tanto sofreram com a pandemia, devem ser privilegiados neste momento, pois eles estão aptos a dar bons descontos, o que é uma excelente oportunidade para o consumidor. “O Natal é a data mais importante para o comércio e esses comerciantes ainda estão com dificuldades para se recuperarem. É uma hora ótima para fortalecer a economia local”, diz Adriana.

Pagar à vista e pedir descontos

A dica da especialista para quem não tem dívidas e pode gastar parte do 13º salário é fazer pagamentos à vista se os descontos forem significativos. “Uma compra à vista que dá 10 ou 15% de desconto é um ótimo negócio. As pessoas não fazem essa relação do desconto com os juros aplicados nos investimentos, mas é preciso pensar muito antes de comprar e escolher a forma de pagamento mais vantajosa e condizente com o seu momento financeiro”, alerta.

Investimentos

Gontijo explica que, com a taxa Selic a 6,5 % ao ano e inflação acima do 10% não é fácil encontrar investimentos que ofereçam boa rentabilidade com baixo risco. “Para um rendimento maior, a pessoa tem que correr algum risco. E, para isso, tem que entender do mercado financeiro ou estar assessorado por um especialista, para não apostar suas economias de forma equivocada”, afirma.

Separar parte do 13º para contas do início de ano

A última dica da consultora é separar parte do 13º salário para ajudar a pagar as já conhecidas contas do início do ano. “Todo ano é a mesma coisa. Em janeiro tem IPTU, IPVA, uniforme, material escolar e matrícula. Você precisa estar preparado para não comprometer o orçamento do ano inteiro”, finaliza.

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