A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar as pichações e depredações no prédio da ministra Cármem Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Conform a PF, estão sendo realizadas diligências para apurar a autoria e a materialidade dos fatos.

O prédio foi pichado na última sexta-feira (6), quando vários movimentos sociais se manifestavam pelo país contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Em Belo Horizonte, o edifício da ministra, que fica no bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul, teve a fachada coberta de tinta vermelha. E no chão, foi pintada a frase "Cármen Lúcia Golpista". As janelas da construção também foram quebradas. 

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) chegou a assumir a autoria, com publicação no Facebook. No post, militantes afirmam que cerca de 450 manifestantes do MST e do Levante Popular da Juventude atiraram bombas de tintas nos muros e calçadas do prédio.  "Não vamos dar descanso para toda essa corja que deturpa as leis para beneficiar interesses do capital. Assistimos essa semana que o Supremo é tão golpista quanto Temer", afirmou Miriam Muniz, da direção do MST, no post. O texto traz como título a seguinte frase: "Belo Horizonte escracha a casa de Cármem Lúcia". Posteriormente, o MST negou a autoria.

No dia seguinte, um grupo de 30 pessoas do Movimento Brasil Livre (MBL) e do Vem Pra Rua usou vassouras para remover a tinta. Ainda foram depositadas flores no local e instalados cartazes com os dizeres "O que o PT suja e destrói, a gente limpa e constrói". 

A Polícia Civil também abriu inquérito para investigar o caso. Duas pessoas foram ouvidas e liberadas. No dia do ataque, testemunhas contaram que pessoas mascaradas teriam atirado a tinta.    

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