Quatro pessoas foram presas na operação realizada pela Polícia Civil, na manhã desta sexta-feira (21), para investigar o assassinato de Hamilton Dias de Moura, vereador da cidade de Funilândia, ocorrido em julho, na avenida Amazonas, em Belo Horizonte. Entre os presos, estão um policial militar da ativa e um ex-policial penal (agente penitenciário), de acordo com a delegada Letícia Gamboge. Um mandado de prisão ainda permanece em aberto.

Como a investigação corre em segredo de Justiça, a delegada do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) não informou detalhes sobre os suspeitos e qual seria a motivação para o homicídio. Ela confirmou apenas que foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão na capital mineira, em cidades da Grande BH e do Centro-Oeste de Minas.

Duzentos agentes da Polícia Civil atuaram no cumprimento dos mandados e a Corregedoria da Polícia Militar foi acionada, já que um dos investigados é policial militar. A delegada Letícia Gamboge já adiantou que outras diligências e operações poderão ser realizadas para a elucidação do caso.

Mais cedo, a reportagem do Hoje em Dia apurou que um dos mandados foi cumprido no gabinete do vereador Ronaldo Batista de Morais (PSC), na Câmara Municipal de Belo Horizonte. O parlamentar foi presidente do Sindicato dos Motoristas e Empregados em Empresas de Transportes de Cargas de BH e Região (STTRBH), enquanto Hamilton era diretor do Sindicato dos Motoristas e Empregados em Empresas de Transportes de Cargas e Logística de BH e Região (Simeclodif).

A assessoria do vereador de BH confirmou que computadores foram apreendidos e nega qualquer envolvimento do parlamentar com o crime. “Esclarecemos que operação desencadeada na manhã desta sexta-feira não tem o vereador Ronaldo Batista como alvo principal. A investigação está em segredo de Justiça, mas não causa nenhum receio ao vereador que está tranquilo quanto à apuração dos fatos e contribuindo com as investigações”, afirmou por nota.

A Câmara Municipal informou que prestou todo o apoio à autoridade policial no cumprimento das diligências determinadas pelo Poder Judiciário. “Como o inquérito corre em segredo de justica e não é referente à atuação parlamentar do vereador, a Câmara Municipal não possui informações sobre a investigação”, informou a assessoria da casa legislativa por nota.

O policial militar preso na operação foi encaminhado a uma unidade da corporação. A PM informou que, após as apurações da investigação, se ficar comprovada a participação do militar no crime,  tomará as medidas cabíveis.