Está nas mãos da Justiça o inquérito sobre o tatuador Leandro Alves Caldeira, de 44 anos, que foi concluído pela Polícia Civil. Nele, o homem é indiciado por violação sexual mediante fraude contra 19 mulheres. O crime também é conhecido como estelionato sexual. Após apreciação do juiz, o documento passa para as mãos do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a quem cabe oferecer denúncia ou não e, então, o caso pode ir a julgamento. 

Enquanto isso, Leandro segue detido desde o dia 31 de março, quando foi capturado pela polícia em Lagoa Santa, onde estava escondido. O advogado dele, Horácio Adalberto Querido, aguarda a decisão do habeas corpus que impetrou na Justiça para que o tatuador possa aguardar o julgamento em liberdade. 

Quanto ao indiciamento de Leandro, a defesa informou que resta, agora, aguardar o pronunciamento do Ministério Público sobre a possível ação penal. 

Segundo a Polícia Civil, o relatório da delegada Larissa Mascotte, responsável pelas investigações, foi concluído após o depoimento de 19 vítimas. Caso surjam novas denúncias, um novo inquérito será aberto.  

O crime de violação sexual mediante fraude consiste em ato de conjunção carnal ou ato libidinoso mediante o uso de meio que impeça ou dificulte manifestação de vontade da vítima. "Ele se utilizou de manobras enganosas para fazer com que as vítimas acreditassem que aquelas abusos fossem necessários para o procedimento de tatuagem", explicou a delegada. Para este tipo de crime, a pena é de 2 a 6 anos por delito.   

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