Após cerca de 11 horas ininterruptas de trabalho, a equipe da da Polícia Civil identificou pela arcada dentária, mais uma vítima do rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O corpo de Carlos Roberto Pereira, de cerca de 50 anos, foi encontrado nessa quarta-feira (3), a oito metros de profundidade e, segundo o Corpo de Bombeiros, estava praticamente intacto por causa das condições do ambiente, que aliam baixa presença de oxigênio, presença de minério ao redor, baixas temperaturas e alta umidade, o que leva ao fenômeno de saponificação, que dificulta o processo de decomposição dos corpos.

Ainda de acordo com a PC, os trabalhos começaram imediatamente após a chegada do corpo ao IML, onde ficou constatado a inexistência de impressões digitais viáveis. Em seguida, o material para comparação de DNA foi coletado e enviado para o laboratório do Instituto de Criminalística.

Cinco meses após a tragédia, 247 mortes já foram confirmadas e 23 pessoas seguem desaparecidas.

O rompimento ocorreu no início da tarde de 25 de janeiro na mina Córrego Feijão. A Vale informou sobre o acidente à Secretaria do Estado de Meio-Ambiente às 13h37. Os rejeitos atingiram a área administrativa da companhia, inclusive um refeitório, e parte da comunidade da Vila Ferteco.

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