A Polícia Civil de Minas Gerais ouviu nesta terça-feira (15) o homem que gravou um vídeo  na Central de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa-MG), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, dizendo que havia desabastecimento. Na gravação, ele mostrou um galpão com pouco movimento e disse:  "Isso aqui se chama desabastecimento. Fome também mata, desespero e caos matam". 

O fato ocorreu no dia 31 de março e ganhou repercussão nacional após ser publicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em sua conta no Twitter e ser apagado no mesmo dia, seguido de um pedido de desculpas.  "Foi publicado em minhas redes sociais um vídeo que não condiz com a realidade para com o Ceasa/MG. Minhas sinceras desculpas pelo erro", publicou o presidente.

Segundo o delegado Saulo de Tarso Castro, responsável pelas investigações, o suspeito contou que foi o único responsável por produzir o material que tinha a intenção de alarmar as pessoas quanto às consequências do isolamento social. Ele disse também que mesmo sendo um consumidor frequente da Ceasa, achou que no dia da gravação do vídeo havia poucas mercadorias e deduziu que o suposto desabastecimento era em decorrência das medidas de restrição de circulação de pessoas em virtude da pandemia do Covid-19.

O suspeito disse ainda não teve a intenção de criar alarde ou tumulto na população. 

As investigações ainda estão em andamento e ele pode ser responsabilizado por provocar alarme falso, infração penal, com pena de 15 dias a seis meses.